» Gente e Jaguares

(Traduzir para Espanhol) Os esforços para a resolução dos conflitos entre gente e grandes felinos, dentre eles entre pecuaristas e onças, têm se concentrado na proibição da caça, na criação de áreas protegidas e, principalmente, em medidas para diminuir ou compensar as perdas econômicas que os carnívoros causam ao matar animais domésticos.

No entanto, a fiscalização em áreas remotas, tais como a Amazônia, não é efetiva o suficiente para resolver o problema da perseguição aos felinos, assim como a degradação de seus habitats. Além das perdas econômicas, outras razões levam à caça às onças, como, por exemplo, medo, preconceito, crenças ou simplesmente a diversão de caçar um predador. Entretanto, o papel e a importância de fatores sociais e culturais nas relações entre homens e onças e, portanto, na conservação dos felinos, têm sido relativamente negligenciados nas abordagens conservacionistas.

Através do Projeto “Gentes e Onças”, a FEC está conduzindo um estudo para identificar os fatores – além dos econômicos – que explicam a variação na perseguição às onças, na fronteira agrícola da Amazônia. Mais especificamente, busca-se avaliar os conhecimentos, as crenças, as atitudes e as normas sociais que determinam a perseguição e o abate de onças-pintadas e pardas nas fazendas e comunidades rurais no entorno do Parque Estadual Cristalino. Uma vez identificados estes fatores, a FEC, através do seu programa de educação e comunicação “Escola da Amazônia”, desenvolve intervenções apropriadas para aumentar o conhecimento e/ou mudar atitudes no sentido de promover, de maneira mais eficiente, comportamentos compatíveis com a conservação.

A conservação dos felinos
deve levar em conta não
somente fatores econômicos,
mas também fatores
sociais e culturais
.