Conhecer, desenvolver e preservar

Escola da Amazônia

Escola da Amazônia

Plantando o futuro da Amazônia

O Programa Escola da Amazônia, iniciado em 2002, foi uma co-criação da presidente da FEC, Vitória Da Riva e os biólogos Silvio Marchini e Edson Grandisoli. O principal objetivo é envolver os jovens no cuidado com o maior patrimônio natural do planeta: nossa biodiversidade. O público alvo do programa são professores e alunos, já que são eles, na relação de construção de conhecimento, a base multiplicadora deste processo.

Atualmente, o programa mantém o projeto Um Dia na Floresta, que acontece em um fragmento de 60 hectares de mata nativa conservada, na área urbana de Alta Floresta. Criado em 2008, o projeto atende escolas do município e região, sendo composto por atividades como caminhadas, observações da fauna e flora, práticas artísticas e dinâmicas em plena Amazônia, com o objetivo de sensibilizar e divertir, além de despertar a curiosidade, um novo olhar e uma nova conexão com a floresta, ambiente ao mesmo tempo tão próximo e tão distante.

Fungos

Fungos

Gerar conhecimento sobre esse grupo de grande importância ecológica é fundamental

O estudo sobre a diversidade de fungos ainda é escasso no mundo, conhecendo-se cerca de 7% de sua totalidade. São organismos imprescindíveis para o funcionamento dos ecossistemas terrestres e foco de uma ampla pesquisa, nas RPPNs Cristalino, sob a coordenação da Dra. Célia Soares em uma parceria entre a Fundação Ecológica Cristalino, Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT (Alta Floresta) e a Parataxonomista alemã Susanne Sourell.

O objetivo do Projeto é conhecer a diversidade de fungos macroscópicos da região, traçar metas futuras para estudos aplicados nas áreas das Ciências Biológicas, Agrárias e Saúde, além de contribuir com a primeira coleção de fungos do extremo norte de Mato Grosso, na UNEMAT – Campus Alta Floresta. Além disso, pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras estão envolvidos, auxiliando na identificação e descrição de possíveis espécies novas para a ciência. Este Projeto já possui lindos resultados como um Guia fotográfico organizado entre a Susanne com a colaboração da Universidade de Tübingen, na Alemanha.

Estudos do meio – Universidade de Tübingen

Estudos do meio – Universidade de Tübingen

Parceria entre FEC e Universidade de Tübingen promove aulas de campo na Floresta Amazônica

Há 12 anos, alunos da Universidade de Tübingen (Alemanha) dos cursos de Zoologia e Geoecologia vêm ao Brasil, sob orientação do Professor Rainer Radtke, para realizar pesquisas de campo. Na Viagem Tübingen – Brasil, eles têm a oportunidade de desenvolver estudos com vários grupos (animais ou plantas) nos biomas brasileiros. Por se tratar de uma área importante no cenário conservacionista, as RPPNs Cristalino são um dos seus principais destinos.

Aqui, vários trabalhos já foram desenvolvidos e apresentados (artigos, banners, relatórios, cartilhas), como por exemplo o estudo de distribuição local de duas espécies de sapos; Ameerega flavopicta e Adelphobates galactonotus. Os autores concluem que a distribuição está diretamente relacionada com as características do ambiente, sendo limitada a uma pequena área durante o período seco (Schlenhardt, 2012), aumentando a distribuição e ambiente ocupado no período chuvoso (Benner, 2014). Apesar do curto período de realização, estes trabalhos servirão de arcabouço para pesquisas sobre a ecologia deste grupo tão importante no Rio Cristalino.

Normatização da Pesquisa – FGB

Normatização da Pesquisa – FGB

Apoio à pesquisa para ampliar e divulgar conhecimento

Este projeto, financiado pela Fundação Grupo Boticário, tem como foco a organização, normatização de uso e divulgação da pesquisa realizada nas Reservas Naturais Cristalino. Foi criado um banco de dados para a disponibilização dos resultados das pesquisas aos públicos de interesse. Normas foram elaboradas para a utilização das reservas por pesquisadores, prevendo a segurança; retorno da informação (educação para a conservação) às comunidades do entorno e visitantes; atendimento às lacunas de conhecimento apontadas nos planos de manejo; realização de pesquisas contribuindo com a conservação da região e o apoio financeiro para gestão das reservas.

Com isso, a FEC dá início a uma ação, visando incrementar o conhecimento sobre a região por meio de parcerias com instituições de ensino e pesquisa nacionais e estrangeiras. Como resultado, cita-se os convênios de cooperação técnica com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT – Alta Floresta). O Floresta Amazônica Hotel e Cristalino Lodge são parceiros nesta proposta.

Desenvolvimento local

Desenvolvimento local

Ações de economia sustentável no entorno do Parque Estadual Cristalino podem contribuir para a sua implementação e diminuir os impactos ambientais atuai, pois, comunidades que habitam a zona de amortecimento estão à procura da melhoria de atividades econômicas sustentáveis que envolvam geração de renda, melhoria da qualidade de vida e proteção ambiental.

Assim, em 2011, foi elaborado o Diagnóstico e Planejamento Participativo da Gleba Divisa (Novo Mundo/MT), por meio da parceria entre a Fundação Ecológica Cristalino, Fauna e Flora Internacional, Escola Estadual Tarley Rossi Villela, Associação de Desenvolvimento Sustentável da Gleba Divisa, com o apoio de diversas organizações locais. Este trabalho é parte do Projeto Integrado de Conservação e Sustentabilidade Econômica da Gleba Divisa (PIPAES) e integra esforços, cooperação técnica e arranjos fundamentais para a construção de um processo protagonista para a sustentabilidade da região. Destaca-se, neste documento, o aspecto metodológico do processo participativo, bem como o Plano de Conservação e Desenvolvimento para os próximos 10 anos.

Programa Flora Cristalino

Programa Flora Cristalino

O conhecimento é um pilar para a conservação e valorização da Amazônia Meridional

Com o objetivo de promover a conservação do Cristalino através da produção de conhecimento científico da flora da região, o Programa Flora Cristalino foi criado em 2006, por meio de parceria entre Fundação Ecológica Cristalino – FEC e Royal Botanical Gardens – Kew, do Reino Unido, com apoio da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT; Fauna e Flora International – FFI e Rio Tinto. Foi o primeiro estudo da flora no norte de Mato Grosso e como resultado 1.366 espécies de plantas vasculares (626 gêneros e 151 famílias) foram catalogadas, distribuídas em oito tipos de vegetação.

Os materiais foram herborizados e encaminhados à UNEMAT, contribuindo com a organização do primeiro Herbário da Amazônia Meridional – HERBAM (UNEMAT – Alta Floresta). Além de gerar o livro Vegetação e Plantas do Cristalino, o Programa contribuiu com o conhecimento da flora, principalmente com a descoberta e descrição de espécies novas para a ciência como a Passiflora cristalina; Ichthyothere sasakiae; Sciadocephala gracieliae e Guarea zepivae.

Projeto Conviver Gente e Onças

Projeto Conviver Gente e Onças

Por meio do Projeto Gentes e Onças, liderado pelo biólogo Silvio Marchini, a FEC conduziu um estudo para identificar os fatores – além dos econômicos – que explicam a variação na perseguição às onças, na fronteira agrícola da Amazônia. Buscou avaliar os conhecimentos, as crenças, as atitudes e as normas sociais que determinam a perseguição e o abate de onças-pintadas e pardas no entorno do Parque Estadual Cristalino.

Identificados os fatores, foi elaborado um programa de educação e comunicação para aumentar o conhecimento e a sensibilização para a mudanças de atitudes no sentido de promover comportamentos compatíveis com a conservação da espécie. Materiais de apoio como o Guia de Convivência Gente e Onças, escrito por Silvio Marchini e Ricardo Luciano, e cartilhas educativas para as crianças, cuja aplicação teve o grande empenho de Tiago Henicka (biólogo que atuou diretamente neste projeto). Além disso, o espetáculo teatral itinerante (Sassá, a onça) apresentado pelo Teatro Experimental nas escolas complementam essa iniciativa de sucesso.

(English)

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