FEC comemora 25 anos de atividades com novos projetos de educação ambiental, pesquisa científica, monitoramento de queimadas e comunicação

A Fundação Ecológica Cristalino (FEC) completa 25 anos de muitas realizações pela conservação da floresta amazônica situada entre os estados de Mato Grosso e Pará, região do Arco do Desmatamento. A FEC é uma organização não governamental pioneira em ações de conservação da biodiversidade, na região do rio Cristalino, por meio da gestão das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), projetos de educação ambiental, atuação em Políticas Públicas e projetos de comunicação  e  desenvolvimento socioeconômicos sustentáveis.

Monitoramento da Biodiversidade

Dentre as inúmeras atividades e projetos desenvolvidos pela FEC , citamos: Políticas Públicas Ambientais em Mato Grosso; Gestão de Áreas Protegidas; Projeto Um dia Floresta; Projeto Histórias da Floresta; Projeto Brincando na Floresta; Projeto Fungos do Cristalino; Monitoramento da Biodiversidade das RPPNs Cristalino, Projeto Looking For Jaguars; Projeto LIFEPLAN; Projeto Flora das RPPNs Cristalino; Projeto Ecologia e Conservação do macaco-aranha-de-cara-branca; Projeto de Monitoramento e Combate a Incêndios Florestais. Todos os estudos são realizados nas RPPNs Cristalinos e envolvem pesquisadores de universidades brasileiras.

Entre 2022 e 2023 a Fundação Ecológica Cristalino ampliou suas atividades com novos projetos de educação ambiental como o “Brincando na Floresta”, pesquisas científicas como o “Flora das RPPNs Cristalino” e Ecologia e Conservação do macaco-aranha-de-cara-branca. Na área de gestão das RPPNs, foi implantado o projeto de Monitoramento e Combate a Incêndios Florestais.

Assembléia – geral do FORMAD em 2024

Na área de Políticas Públicas, a FEC se associou ao Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (FORMAD) que envolve a participação de mais de 40 entidades não governamentais.

Nesse mesmo período a FEC fortaleceu a área de comunicação para a conservação, com a criação da Coordenação de Comunicação envolvendo ações de assessoria de imprensa e redes sociais.

Programa Escola da Amazônia

Escola da Amazônia é o programa de educação ambiental da Fundação Ecológica Cristalino que foi criado em 2002 com a missão de despertar e fortalecer a admiração e o respeito à floresta Amazônica.

O programa tem como objetivo informar e conscientizar principalmente as crianças e os jovens no cuidado com o maior patrimônio natural do planeta: Nossa Biodiversidade.

Atualmente o programa possui 3 projetos de educação ambiental: Um Dia na Floresta, Histórias da Floresta e Brincando na Floresta.

Projeto Um Dia Na Floresta

Realizado a mais de 16 anos o projeto “Um dia na Floresta” tem como objetivo despertar a curiosidade pelo conhecimento e uma nova conexão com a floresta para crianças de 8 a 10 anos. Uma experiência de imersão na floresta, com trilhas, dinâmicas, conversas e muito aprendizado. As oficinas ocorrem na Reserva Surucuá, fragmento de floresta amazônica bem preservado de 60 hectares, situado próximo ao centro da cidade de Alta Floresta, esse processo de vivenciar a floresta fortalece o entendimento das crianças sobre causas ambientais, pertencimento e sua importância.

Neste ano de 2023 o projeto atendeu 13 escolas, sendo 9 escolas e 3 escolas particulares de Alta Floresta e 01 escola pública pertencente ao município de Carlinda. Além disso o projeto também recebeu um grupo de Escoteiros residentes da cidade de Nova Monte Verde. Participaram das oficinas o total de 429 crianças das instituições citadas acima e 36 professores delas. No total foram realizadas 17 oficinas, com a distribuição de 429 “termos de compromisso” assinado pelas crianças e entregue para ser assinado também pelos pais, e confeccionados 13 pôsteres “Juntos Faremos Um Mundo Melhor” carimbados com as mãos dos alunos, preenchidos com compromissos e fixados no pátio da escola participante.

Projeto Histórias da Floresta

“Histórias da Floresta” é um projeto de contação de histórias que tem como público-alvo crianças de 06 a 08 anos de idade das escolas públicas do município de Alta Floresta – MT. Em sua 3ª edição o projeto aconteceu neste ano de 2023 durante o mês de novembro de forma itinerante, onde foi possível realizar 5 apresentações, onde foi possível atender 325 crianças de 5 escolas públicas.

História das Floresta encantam as crianças

Este ano, o projeto foi inspirado no livro infantil “O quintal da minha casa” de Fernando Nuno e apresentado através de um lindo espetáculo lúdico com as personagens Plim Plim, a Fada das Águas e a Mãe Natureza, com um enredo recheado de encanto, música e diversão. O livro de Fernando Nuno traz a ideia de que o planeta é o nosso quintal. Um quintal com inúmeras florestas, biomas, animais e plantas. Além disso a história inspira a pensar sobre o que podemos fazer para que a natureza existente no planeta não seja completamente destruída. Nos convida para ação, a fazer algo, não fica só na reflexão.

Além de apresentar o encanto da floresta e sua biodiversidade por meio da contação de história, o projeto também realizou a entrega de 5 kits contendo 45 livros de histórias infanto-juvenil para cada escola participante, além foi entregue também um livro de colorir com todos os personagens presentes na história para cada criança, totalizando aproximadamente 350 livros que também foram entregues para as crianças que faziam parte das turmas mais estavam ausentes.

Projeto Brincando na Floresta

Brincadeiras na floresta e um delicioso piquenique

O Projeto “Brincando na Floresta” foi criado neste ano de 2023 com o objetivo de proporcionar às crianças de 4 a 6 anos uma experiência de aprendizado de forma divertida e interativa, focada na conscientização ambiental e na importância da preservação da natureza. Por meio de atividades lúdicas, exploratórias e educativas, foi possível despertar o interesse das crianças pela natureza e proporcionar de fato seu primeiro contato com a floresta. A oficina aborda diferentes dinâmicas, em sua maioria realizadas dentro da floresta, incentivando a observação a diferentes sons, a criatividade e a interação da criança com o meio ambiente. Em 2023, na fase piloto, o projeto realizou 5 oficinas que atendeu 108 crianças e 19 professores de 3 escolas do município de Alta Floresta – MT.

Participaram do projeto as escolas: Escola Estadual Mundo Novo, Escola Municipal Trenzinho Mágico e a Escola Jean Piaget (particular). Ao final das oficinas cada criança recebeu um kit para levar para casa, contendo uma caixa de lápis de cor e um livreto de colorir com ilustrações da fauna e flora. No total foram distribuídos 108 kits e muita diversão durante toda a realização do projeto.

Capacitação para Monitores do Projeto Um Dia Na Floresta

A Capacitação para Monitores do Projeto “Um Dia Na Floresta” tem como objetivo capacitar monitores para auxiliar na execução das oficinas do Projeto. A capacitação permite a troca de experiências e formação em Educação Ambiental aos monitores, por meio das atividades do projeto e sua filosofia, além disso, durante a capacitação os candidatos a monitoria do projeto conhecem de perto a Fundação Ecológica Cristalino e seus projetos. A oficina de capacitação neste ano de 2023 aconteceu no dia 17 de março e contou com a participação de 10 voluntários.

Pack for a Purpose (parceria com o turismo)

Em 2023 recebemos 73,427 kg no total de 690 itens

A Pack for a Purpose é uma organização sem fins lucrativos com sede em Raleigh, Carolina do Norte, que fornece aos viajantes informações atualizadas sobre os suprimentos necessários para projetos comunitários apoiados por acomodações em todo o mundo.

Os viajantes utilizam a sua bagagem para levar material escolar, médico e outros às comunidades que visitam. O objetivo é ajudar os viajantes que desejam agradecer desta forma ou que simplesmente desejam expandir sua generosidade para além de suas próprias comunidades.

Por meio da parceria com o Cristalino Lodge a Escola da Amazônia é um dos quatro programas do Brasil que possui uma lista de suprimentos no site da Pack For a Purpose desde 2014. Em 2023, recebemos 73,427 kg no total de 690 itens dentre eles materiais escolares, materiais esportivos, livros de leitura e atividades, instrumentos musicais,

alimentos não perecíveis, roupas, calçados e produtos de higiene pessoal. Todos os itens recebidos por meio da Pack For a Purpose são utilizados nas oficinas dos projetos do programa de educação ambiental Escola da Amazônia e/ou doados as crianças atendidas pelo programa

Alta Floresta Não Atropela

Reunião com instituições públicas e ongs na Prefeitura de Alta Floresta – Foto Secom/AFL

Em parceria com a Prefeitura de Alta Floresta e diversas instituições públicas municipais, estaduais e federais, a FEC realizou o evento de debate sobre o combate ao atropelamento de animais silvestres na área urbana de Alta Floresta. O evento aconteceu no dia 25 de outubro, no Museu de História Natural de Alta Floresta.

Foram discutidas soluções urbanas para evitar os atropelamentos e encaminhamentos de socorro aos animais atropelados. Foram realizadas três reuniões antes e depois do evento e feitos diversos encaminhamentos: produção de um diagnóstico com mapeamentos de diversos pontos críticos de maior incidência dos atropelamentos. Em 2024 será apresentado o estudo e a implantação de pontes de corda aéreas, placas, quebra-molas e o lançamento da campanha “Alta Floresta não Atropela”.

Incentivo a Criação de RPPNs

Palestra “RPPN – Um Modelo de Unidade de Conservação compatível com as propriedades rurais na Amazônia”, por Laércio M. de Souza

Com o objetivo de incentivar a criação de RPPNs na região de Alta Floresta, a FEC juntamente coma Prefeitura e outras instituições realizaram o evento no mês de outubro. Fora realizada uma Palestra “RPPN – Um Modelo de Unidade de Conservação compatível com as propriedades rurais na Amazônia”, ministrada pelo administrador de empresas Laércio Machado de Souza. Além disso foram realizadas visitas técnicas em pequenas propriedades rurais orientando sobre os benefícios da criação de RPPNs o que culminou na criação da RPPN Anacã, que terá lançamento em 2024.

Projeto de monitoramento e Combate a Incêndios Florestais

Em 2023 a FEC inicia um novo projeto de monitoramento e combate a incêndios florestais via satélite e com uso de drones, das RPPNs Cristalino e também auxiliar na proteção de áreas vizinhas como o Parque Estadual Cristalino I e II.  As equipes da Brigada de Combate a Incêndios Florestais da FEC participaram de cursos em parcerias com outras instituições para

Formação de novos brigadistas de combate a incêndios florestais.

Fogo atingiu o Parque Estadual Cristlaino e queimou quase 5 mil hectares em 2022

Com o uso da plataforma de monitoramento via satélite, drones e dois brigadistas vigilantes, foi possível monitorar a área do entorno das RPPNs Cristalino e do Parque Estadual do Cristalino – PEC. O sinal dos primeiros focos de calor dentro do PEC, entramos em contato com o corpo de bombeiros que também atuou no monitoramento, e fizemos divulgação na mídia, sobre os focos de calor. Com todas estas ações foi possível que estes focos de calor não avançassem e não tivemos risco de incêndios.

Coordenadoria de Comunicação – imprensa@fundacaocristalino.org.br

Josana Salles – 65 – 99966-3681

Escolas de Alta Floresta participam do projeto “Brincando na Floresta”

O Programa Escola da Amazônia da Fundação Ecológica Cristalino (FEC) já iniciou suas atividades em 2024 com o projeto “Brincando na Floresta”, desenvolvido na reserva florestal Surucuá, no centro de Alta Floresta. Já participaram as escolas:   Paulo Pires Pereira, Anjo da Guarda e Arte de Aprender.

Aprendendo e brincando na floresta

Nesta primeira semana de maio participa também a Escola Municipal Vicente Francisco.

Ao todo, já serão quase 100 crianças atendidas com a participação de professores e voluntários da FEC que participam do projeto “Brincando na Floresta”, desenvolvido pelo programa Escola da Amazônia sob a Coordenação de Educação Ambiental da FEC.

Um gostoso mimento de descontração
O projeto atende crianças de 5 a 6 anos 

Criado em 2023 o projeto proporciona às crianças de 5 a 6 anos o primeiro contato com a floresta, uma experiência para as crianças se conectarem com a natureza, despertando assim o respeito e o cuidado com o nosso maior patrimônio natural: a Amazônia.

Acompanhe aqui cada edição do “Brincando na Floresta” e os lindos momentos de conexão entre as crianças e a floresta amazônica nas nossas redes sociais.

 

Fernanda Abra recebe Prêmio Whitley e anuncia a construção de pontes de dossel para proteger primatas de Alta Floresta

A instituição de caridade britânica Whitley Fund for Nature (WFN) está reconhecendo Fernanda Abra, do Brasil, com um Prêmio Whitley por seu trabalho pioneiro na construção e monitoramento de pontes de dossel para passagem de primatas ameaçados de extinção com baixo custo sobre a rodovia BR-174, na floresta amazônica. Com os recursos oriundos da premiação, a bióloga brasileira planeja escalar pontes de dossel na cidade de Alta Floresta, na Amazonia de Mato Grosso, visando proteger 8 espécies de primatas, cinco delas ameaçados de extinção e que habitam na área urbana e correm riscos de atropelamentos.

Foto: Luciana Regina Egewarth

Pesquisadora associada da ONG Brasileira Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Fernanda planeja promover o uso das pontes de dossel nas rodovias do Brasil. No caso de Alta Floresta, município que abrange os parques estaduais Cristalino I e II, oito espécies de primatas transitam na cidade, das quais cinco estão em perigo especificamente devido à perda de habitat natural, fragmentação e colisões em viários: zogue-zogue-de-Mato Grosso, Macaco-aranha-preto, Mico-de-Schneider, Bugio-ruivo-de-Spix e Bugio-ruivo-do-Purus.

O Brasil é o país com maior diversidade de macacos do mundo e tem mais de um quinto das espécies ameaçadas de extinção. Duas espécies, o Guigó-da-Caatinga e o Sauim-de-coleira, foram incluídas na lista global dos 25 primatas mais ameaçados do mundo. O zogue-zogue-de-Mato-Grosso e o macaco-aranha-de-cara-branca (Alta Floresta/MT) receberam menção de alerta na lista atualizada.

Fernanda, que também é pós-doutoranda pelo Zoológico Nacional e Instituto de Biologia de Conservação do Smithsonian, planeja abordar a escassez de pesquisas sobre este assunto no Brasil monitorando sistematicamente o uso da vida selvagem das pontes em uma das poucas iniciativas baseadas em ciência no país que focam nas ameaças das estradas para mamíferos arborícolas. Isso inclui a perda de conectividade na copa das árvores e a mortalidade causada por colisões de veículos.

“Identificamos cinco locais onde as pontes na copa das árvores são imperativas para a reconexão em Alta Floresta. Antes disso, em conjunto com instituições públicas de meio ambiente como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema/MT – Alta Floresta), Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama – Alta Floresta), Universidade Federal de Mato Grosso – polo Sinop e Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat – polo Alta Floresta, a Fundação Ecológica Cristalino (FEC)  e a Fazenda Anacã, fomos mapeando 19 pontos de alto índice de atropelamentos de animais silvestres na área urbana de Alta Floresta”, conta.

Reunião com instituições públicas e ongs na Prefeitura de Alta Floresta – Foto Secom/AFL

Abra disse ainda que pretende treinar mais de 200 pessoas dos órgãos federais de transporte e meio ambiente que trabalham com licenciamento ambiental para rodovias em nove estados da Amazônia brasileira como parte de seu objetivo de estabelecer uma cultura de infraestrutura sustentável.

Quarenta por cento das espécies de primatas estão ameaçadas de extinção no Brasil, com fragmentação de florestas e impactos causados por rodovias entre as principais ameaças que enfrentam. O Brasil possui a quarta maior rede rodoviária do mundo. O presidente Lula revelou no ano passado um programa de gastos de 1 bilião de reais (156 mil milhões de libras) para impulsionar a infraestrutura, que deverá incluir a construção de novas rodovias no país.

Sir David Attenborough, Embaixador da WFN e apoiador de longa data da instituição de caridade, disse que a crescente rede de vencedores representa alguns dos líderes de conservação mais impressionantes do mundo. “Os vencedores do Prêmio Whitley combinam o conhecimento de como responder a crises, mas também trazem consigo comunidades e públicos mais amplos.”

 Waimiri-Atroari

A chave para o sucesso do “Projeto Reconnecta” de Fernanda foi conquistar o apoio do povo indígena Waimiri-Atroari, cujos 2,3 milhões de hectares de terra são cortados pela rodovia federal e cujo território é considerado um dos mais bem preservados da Amazônia.

Mais de 150 pessoas Waimiri-Atroari participaram da construção e instalação das pontes na copa das árvores ao longo de um trecho de 125 km da rodovia. Fernanda também colaborou com as agências federais de transporte e meio ambiente do Brasil – o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) – além da Universidade Federal do Amazonas, a UFAM.

Desde que Fernanda e sua equipe construíram 30 pontes artificiais na copa das árvores para restaurar a conectividade da floresta para a vida selvagem em 2022, elas foram usadas por oito espécies arbóreas, sendo o sagui-de-mão-dourada – um importante símbolo cultural para os povos indígenas – o usuário mais frequente.

“O povo Waimiri-Atroari são o coração do projeto. Eles sabem tudo sobre a vida silvestre local. Eles conhecem a ecologia dos animais. Eles conhecem os padrões temporais e espaciais. E isso foi fundamental para nós estabelecermos o projeto Reconnecta aqui.”

povo Waimiri-Atroari – Projeto Reconnecta

No âmbito do Projeto Reconnecta, cada ponte na copa das árvores é monitorada com duas armadilhas fotográficas, registrando o número de animais se aproximando, atravessando ou evitando as pontes. A equipe registrou 500 travessias bem-sucedidas ao longo de um período de 11 meses, um número que se espera aumentar à medida que os mamíferos se acostumem a elas. As pontes foram utilizadas em apenas 30 dias após a instalação, com algumas espécies mostrando preferência por designs específicos de pontes na copa das árvores.

As pontes consistem em cabos de aço, cordas e redes de nylon e são ancoradas por postes de concreto. A equipe de Fernanda usou dois designs: uma ponte horizontal em cruzeta e um único cabo de aço envolto em corda trançada. Ambas as pontes são parte de um experimento para entender qual o design preferido por diferentes espécies. O custo dos materiais utilizados neste projeto foi em média £1.500 por ponte. Com o financiamento do Prêmio Whitley, Fernanda planeja medir o sucesso das pontes em aumentar a conectividade do habitat para espécies arbóreas e reduzir a mortalidade por atropelamento na BR-174, além de expandir o projeto para Alta Floresta, uma cidade fronteiriça localizada no estado de Mato Grosso.

Como parte desse objetivo, Fernanda busca se reunir com a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, e Renan Filho, o Ministro dos Transportes, para discutir o potencial de expandir o Projeto Reconecta para outras rodovias na Amazônia e em outros biomas florestais no Brasil.

Projeto Reconnecta

 O Whitley Fund for Nature (WFN)

É uma instituição de caridade do Reino Unido que apoia líderes de conservação de base nos países do Sul Global. Ao longo de 30 anos, ele direcionou £23 milhões para mais de 200 conservacionistas em 80 países.

Um pioneiro no setor, o WFN foi uma das primeiras instituições de caridade a direcionar financiamento diretamente para projetos liderados por nacionais dos países em que atua. Seu rigoroso processo de candidatura identifica indivíduos inspiradores que combinam a ciência mais recente com ação baseada na comunidade.

Os prêmios emblemáticos do WFN – Prêmios Whitley – são apresentados pela Patrona da instituição, a Princesa Anne, alteza real, em uma cerimônia anual prestigiada em Londres, na Royal Geographical Society. Os vencedores recebem financiamento, treinamento e visibilidade, incluindo curtas-metragens narrados pelo Embaixador do WFN, Sir David Attenborough.

A Cerimônia dos Prêmios Whitley de 2024 ocorre nesta quarta-feira, 1º de maio, na Royal Geographical Society e será transmitida ao vivo no YouTube a partir das 20h BST. Os vencedores dos Prêmios Whitley de 2024 são:

Naomi Longa de Papua Nova Guiné, que está protegendo os recifes de coral na Baía de Kimbe e criando uma rede de áreas marinhas protegidas lideradas por mulheres indígenas locais.

  • Dr. Aristide Kamla de Camarões, que está restaurando o habitat do peixe-boi-africano no Lago Ossa, enfrentando ameaças de espécies invasoras e poluição.
  • Kuenzang Dorji do Butão, que está protegendo o Langur-dourado-de-gees em perigo e implementando soluções para agricultores cujas plantações são alvo dos primatas.
  • Leroy Ignacio da Guiana, que está liderando a expansão de um dos primeiros movimentos de conservação liderados por indígenas do país para proteger o Pintassilgo-de-bico-vermelho em perigo.
  • Raju Acharya do Nepal, que está fortalecendo a proteção para corujas no Nepal central depois de liderar um plano de 10 anos apoiado pelo governo para proteger as aves.

Todos os anos, um vencedor anterior do Prêmio Whitley é escolhido para receber o Prêmio Whitley Gold, no valor de £100.000, em reconhecimento à sua contribuição excepcional para a conservação. Além de fazer parte do Painel de Julgamento, o vencedor do Prêmio Whitley Gold também atua como mentor dos vencedores do Prêmio Whitley e como embaixador internacional do sucesso da conservação.

O vencedor do Prêmio Whitley Gold de 2024 é Purnima Devi Barman, da Índia, reconhecida por catalisar um movimento de dezenas de milhares de mulheres em Assam para salvar a cegonha adjutant maior.

www.whitleyaward.org, Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, LinkedIn

FEC inicia a temporada de expedições científicas nas RPPNs Cristalino em 2024

Botânicos entram na floresta amazônica em busca de novas espécies enquanto outra frente de trabalho monitora aves, mamíferos e borboletas. Através de registros fotográficos (câmeras TRAP), a FEC observa atentamente 7 onças-pintadas (Panthera onca) que transitam em cerca de 7 mil hectares de floresta nativa, às margens do rio Cristalino.

Os pesquisadores de Botânica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) realizam a quarta expedição do projeto “Flora das RPPNs Cristalino”, buscando descobrir novas espécies de plantas da Amazônia nas Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs) Cristalino, uma área de floresta amazônica no norte de Mato Grosso e de extrema importância para a conservação da biodiversidade.

Botânicos da UFMTe UNEMAT

Até final de 2023, primeiro ano do projeto, foram coletadas uma possível nova espécie de planta, um primeiro registro de espécie para a Amazônia e três novos registros de espécie para Mato Grosso.

Já foram coletadas aproximadamente 600 amostras que estão sendo analisadas e depositadas nos herbários da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT – campus Alta Floresta. O estudo abrange cerca de 8 ambientes vegetativos existentes dentro das RPPNs.

O projeto faz a revisão e atualização da nomenclatura das espécies da primeira listagem publicada há 13 anos (1.366 espécies de plantas, referentes a 626 gêneros pertencentes à 151 famílias) que pode ter isso modificada pela ciência.

A cada expedição e coletas surgem novas espécies que podem ser agregadas às listas das RPPNs Cristalino, como também, novos registros de ocorrência para o Mato Grosso e Brasil e outras novas espécies para a ciência, podem ser encontradas.

RPPNs Cristalino

Além disso, pelo menos duas coleções botânicas (herbários) de Mato Grosso serão beneficiadas com o recebimento do material. O projeto ainda oportuniza apoiar a formação de jovens botânicos, com desenvolvimento de teses e dissertações, e na participação de alunos dos cursos de graduação da Biologia da UNEMAT e da UFMT, nas expedições de coleta, onde aprenderão as técnicas de coletas e de identificação de plantas.

Looking for Jaguar

Para entender o cotidiano das onças-pintadas da Amazônia em uma área totalmente conservada e livre de qualquer ameaça como as RPPNs Cristalino, o projeto “Looking for Jaguar” coordenado pela FEC já totalizou 16 registros de indivíduos da espécie Panthera onca (onça-pintada) desde o início do projeto em 2022. Ao todo 7 onças-pintadas transitam pela área, uma fêmea e seis machos. No caso da onça-parda (Puma concolor) o projeto tem mais de 70 registros.

Onça~pintada registrada de dia nas reservas

Em sua sétima expedição, realizada em abril de 2024, os pesquisadores instalaram as câmeras em 16 pontos das reservas florestais. O coordenador do projeto, biólogo Lucas Eduardo Araújo Silva explica que é preciso saber entre outras coisas os períodos do dia de maior atividade, os locais de maior concentração e como a espécie se comporta em áreas onde existe a presença humana.

As câmeras também registraram queixadas, mutum-cavalo, antas, pacas, cutias, jaguatiricas, veado-roxo, irara, tamanduá-bandeira, entre outros.

Instalação das câmeras TRAP

O projeto “Looking For Jaguar” tem o apoio da Lata Foundation.

Monitoramento da Biodiversidade

O projeto de Monitoramento da Biodiversidade das RPPNs Cristalino, previsto no Plano de Manejo das reservas florestais inicia seu terceiro ano, realizado em uma área isolada na margem direita do rio Cristalino.

A pesquisa investiga a presença de espécies de aves, borboletas e mamíferos no começo e no fim do período chuvoso. Ao todo são 5 km de trilha em 3 tipos de ambientes vegetativos: Floresta ripária, floresta de igapó e floresta de terra firme. A equipe precisa percorrer 5 mil metros coletando informações colhidas por observação e gravação de áudio da floresta.

O que é o Monitoramento da Biodiversidade

Coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, a Fundação Ecológica Cristalino – FEC monitora a condição da biodiversidade no interior das áreas protegidas, observando especialmente aqueles grupos de indicadores que apresentam relevância para orientar a decisão sobre ações preventivas e mitigadoras dos efeitos das mudanças climáticas. São monitoradas espécies de mamíferos, aves e borboletas frugívoras.

Boa parte da trilha fica inundada até maio

O monitoramento da biodiversidade é realizado a partir de levantamentos em campo e fornece a base de informações biológicas necessária para subsidiar a gestão e a proposição de medidas adequadas para a conservação nos ambientes monitorados.

As informações obtidas nesses programas são úteis em múltiplas escalas, auxiliando tanto a gestão de uma pequena unidade de conservação (perspectiva local), como orientando um conjunto específico de áreas protegidas (perspectiva regional) ou ainda subsidiando a formulação das políticas e metas nacionais de conservação (perspectivas nacional/global).

São empregados métodos eficientes: acurados, mas de baixo custo operacional e logístico. Outra necessidade fundamental nos monitoramentos de biodiversidade é o acúmulo de informações ao longo do tempo. Com um volume representativo de dados de biodiversidade, inferências mais seguras podem ser feitas.

Lucas, Marcelo e Kimberly a caminho do Cristalino

As unidades de conservação (UC) são áreas chave para a conservação da natureza em diversas escalas e perspectivas. Essas áreas protegem habitats, espécies, processos ecológicos e serviços ecossistêmicos. Considerando a sua importância estratégica, o monitoramento de sua biodiversidade constitui uma atividade essencial para a gestão desses espaços.

 

 

 

Coordenação de Comunicação

Josana Salles – josanassalles@gmail.com – 65-99966-3681

 

 

 

 

FEC promove capacitação para 12 voluntários

O Programa Escola da Amazônia da Fundação Ecológica Cristalino – FEC reuniu12 pessoas comprometidas em fazer a diferença por meio da educação ambiental e participaram da Capacitação de Voluntários ocorrida no último dia 19/03. Se inscreveram para serem voluntários do programa estudantes de Biologia, profissionais da área de marketing e de arqueologia, biólogos, estudantes de Ciências Biológicas e profissionais liberais.

A FEC já recebeu cerca de 400 voluntários em diversos projetos durante sua atuação

Durante a capacitação, realizada pela Coordenação de Educação Ambiental da FEC, os participantes conheceram a história da Fundação Ecológica Cristalino, os projetos científicos e de gestão das áreas protegidas e os projetos de Educação Ambiental em execução atualmente: “Um Dia na Floresta”, “Histórias da Floresta” e “Brincando na Floresta”. Também foram apresentadas as diversas atuações da ong em conselhos de políticas públicas ambientais, fóruns de meio ambiente e campanhas de conscientização.

Ao ser voluntário da FEC, as pessoas se envolvem em projetos e atividades que contribuem para a conservação da biodiversidade da Amazônia de Mato Grosso. Esse foi um dos principais motivos do arqueólogo Renato do Nascimento, 31 anos, que já tem experiência em educação patrimonial em Rondônia. Essa é uma região carente de pesquisas arqueológicas e tenho interesse em saber mais dos projetos da FEC como também do Parque Estadual Cristalino”, comentou.

As biólogas: Michele Lazari da Silva e Naiquela Ferraz dos Reis são moradoras de Alta Floresta e quando mais jovens participaram do projeto “Um Dia na Floresta”. “Nunca tinha entrado na floresta e foi uma experiência incrível. Agora minha filha já participou e contou tudo que aprendeu”, conta Naiquela. “Estou participando porque gosto de crianças e de ensinar e os projetos vão me proporcionar uma experiência importante”, disse.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 7,2% da população brasileira adulta já realizou algum tipo de trabalho voluntário em 2020, totalizando mais de 14 milhões de pessoas em atividades voluntárias. A FEC já recebeu cerca de 400 voluntários em diversos projetos durante sua atuação.

Coordenação de Comunicação

Texto: Josana Salles

josanassalles@gmail.com

65-99966-3681

FEC abre inscrições para voluntários do Programa “Escola da Amazônia”

A Fundação Ecológica Cristalino (FEC) inicia o período de inscrições para voluntários que queiram participar dos projetos de educação ambiental do programa “Escola da Amazônia”, desenvolvido há 22 anos envolvendo crianças e jovens de escolas públicas e particulares de Alta Floresta e região. Neste período já participaram quase 10 mil estudantes e cerca de 417 voluntários.

Ao ser voluntário do programa “Escola da Amazônia” é possível aprimorar habilidades e experiencias educacionais e ambientais que podem colaborar na construção da carreira profissional.

Além de desenvolver a si mesmo, ao participar dos projetos do programa “Escola da Amazônia”, o voluntário pode contribuir para a transformação da sociedade e na preservação ambiental.

O programa “Escola da Amazônia” desenvolve atualmente três projetos:Um Dia na Floresta”, “Histórias da Floresta” e “Brincando na Floresta”. As atividades envolvem crianças de 5 a 8 anos e acontecem na Reserva Surucuá, localizada no centro de Alta Floresta e onde está localizada a sede da FEC.

O projeto “Um Dia na Floresta”, tem objetivo de dar oportunidade às crianças de conhecer de perto a floresta Amazônica e sua rica biodiversidade. O projeto atende alunos de 8 a 10 anos das escolas públicas e particulares da região. Em cada atividade realizada, os participantes vivenciam a floresta e compartilham experiências.

Voluntárias no projeto “Um Dia na Floresta”

O projeto “Brincando na Floresta”, lançado em 2023 tem o objetivo de proporcionar o primeiro contato da criança com a natureza e uma experiência divertida, exploratória e educativa em plena floresta amazônica, despertando o respeito e o cuidado pela natureza. Participam crianças de 4 a 7 anos.

“Histórias da Floresta”, é um projeto de contação de histórias que busca disseminar os conhecimentos sobre a floresta, mostrar sua importância e encantar as crianças com a biodiversidade amazônica.

São realizadas apresentações em um espetáculo com músicas e contações de histórias que enfatizam os encantos a Amazônia. Participam crianças com a faixa etária de 5 a 8 anos.

As inscrições estão abertas até o dia 15 de março e podem ser feitas no link: https://linktr.ee/fundacaoecologicacristalino

 

 

FEC participa de evento sobre o programa Lista Verde e busca certificação das RPPNs Cristalino

A Fundação Ecológica Cristalino – FEC esteve presente no evento “Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas – resultados, experiências e perspectivas”, promovido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

O Programa Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da IUCN é um sistema de certificação que se baseia em diferentes pilares, como governança equitativa e gestão eficaz, mas o foco real está nos resultados de conservação e na contribuição para os desafios globais.

As Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs) Cristalino, situadas no sul as Amazônia estão presentes no Programa da Lista Verde e buscam Certificação de Conservação. As reservas somam 7 mil hectares no norte de Mato Grosso.

As discussões fizeram parte do VI Encontro Latino-Americano de Áreas Protegidas e Inclusão Social (ELAPIS), que aconteceu entre os dias 27 a 30 de novembro na Universidade de São Paulo (USP).

Foto: Lucas Eduardo Araújo Silva

Durante o evento foram apresentados os resultados preliminares da aplicação do padrão em cinco países amazônicos, com a participação do Grupo de Especialistas em Avaliação da Lista Verde da IUCN.

O Programa da Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da IUCN visa incentivar e promover áreas protegidas eficazes em todo o mundo e incentivá-las a medir, melhorar e manter o seu desempenho por meio de critérios globalmente consistentes.

 

 

 

Coordenadoria de Comunicação da FEC

Texto: Josana Salles

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Botânicos da UFMT e UNEMAT fazem coletas de espécies raras nas RPPNs Cristalino

Depois de três expedições de coleta e três aulas de campo promovidas pelo projeto “Flora das RPPNs Cristalino” entre os meses de outubro e novembro foram coletadas uma possível nova espécie de planta, um primeiro registro de espécie para a Amazônia e três novos registros de espécie para Mato Grosso.

Até o momento foram coletadas aproximadamente 500 amostras que agora serão analisadas e depositadas nos herbários da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT – campus Alta Floresta.

A coordenadora do projeto “Flora das RPPNs Cristalino”, botânica e professora do Instituto de Biociências da UFMT, Ana Kelly Koch, anunciou que além da provável espécie nova e os novos registros de ocorrência para o Mato Grosso, com os estudos do projeto também serão feitas atualizações nomenclaturais de espécies já registradas no primeiro estudo realizado sobre a flora da região do Cristalino em 2010.

Botância Ana Kelly Koch/UFMT

Pesquisadoras do Instituto de Biociências da UFMT participaram da expedição realizada em novembro. Além das amostras para exsicatas (partes de plantas prensadas e secas em estufa, fixadas em cartolina, para fins de estudos botânicos), a Profa. Dra. Patrícia Carla Oliveira realizou coleta de 43 amostras de frutos e sementes que serão estudadas no Laboratório de Sementes Nativas da UFMT.

Quanto às aulas de campo, três professores de Botânica da Faculdade de Ciências Biológicas e Agrárias da UNEMAT – campus Alta Floresta, participaram ativamente do projeto, com a aplicação dos conteúdos das aulas em campo, envolvendo 25 alunos, na realização de coletas nas RPPNs Cristalino, que serão depositadas no Herbário da Amazônia Meridional.

A próxima expedição do projeto “Flora das RPPNs Cristalino” está agendada para abril de 2024.

Coordenadoria de Comunicação

Texto: Josana Salles

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Sementes e frutos das RPPNs Cristalino serão inclusos na coleção do Laboratório de Sementes da UFMT

“Histórias da Floresta” quer retratar o planeta Terra como um quintal de todos e para todos

Bichos, plantas, o sol, a chuva, o céu estrelado, as nuvens em suas infinitas formas. É nos quintais que muitas crianças passam sua infância e conhecem um pouco da vida natural. Não importa o tamanho do espaço, cada quintal é um pedaço do mundo para os pequenos seres humanos e a partir dele é possível refletir como podemos tratar o planeta Terra.

Essa conversa promete ser bem animada para os alunos das escolas de Alta Floresta que participarão de mais uma edição do projeto “Histórias da Floresta”, vinculado ao Programa Escola da Amazônia, da Fundação Ecológica Cristalino – FEC e que será realizado entre os dias 21 a 30 de novembro.

Este ano, o projeto é inspirado no livro infantil “O quintal da minha casa” de Fernando Nuno e com adaptações será apresentado através de um lindo espetáculo lúdico com as personagens Plim Plim, a Fada das Águas e a Mãe Natureza.

A coordenadora de Educação Ambiental da FEC, Mariana dos Santos da Silva explica que o espetáculo tem um enredo bem divertido e permeado com músicas. “O livro de Fernando Nuno traz a ideia de que o planeta é o nosso quintal. Um quintal com inúmeras florestas, biomas, animais e plantas.  Além disso a história inspira a pensar sobre o que podemos fazer para que a natureza existente no planeta não seja completamente destruída. Nos convida para ação, a fazer algo, não fica só na reflexão”, comentou.

Mariana diz ainda que a história ajuda no diálogo sobre o cuidado com a natureza, apresenta para as crianças um novo olhar sobre o mundo em que vivemos.

Em todas as edições do projeto “Histórias da Floresta” as encenações são bem alegres e “as histórias que apresentamos trazem sempre personagens da fauna e flora da floresta Amazônica”.

“Histórias da Floresta” acontece desde 2018 e atende crianças com faixa etária de 4 a 7 anos das escolas públicas de Alta Floresta, sempre entre os meses de outubro e novembro. Já participaram do projeto cerca de 800 crianças de 14 escolas. A primeira edição foi em 2018 com a história “Sumaúma, mãe das árvores” da escritora Lynne Cherry.

Em 2019 o espetáculo foi baseado na história “Quem pegou a castanha de cutia” cuja autora é a professora Adenir Vendrame. Depois, em 2021, em razão da pandemia foi feita uma edição online com a história do “Pescador e a Onça” de autoria de Yaguaré Yamã.

Coordenação de Comunicação da FEC

Texto: Josana Salles

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Sementes e frutos das RPPNs Cristalino serão inclusos na coleção do Laboratório de Sementes da UFMT

Uma semente do tamanho de um grão de areia que germina e se torna uma árvore de flores brancas e frutos cobiçados por muitos mamíferos.

A pequenina semente foi encontrada por pesquisadores do Laboratório de Sementes Nativas do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT que participaram da primeira expedição do projeto “Flora das RPPNs Cristalino”, realizada em novembro deste ano.

goiaba-de-anta (Bellucia rossularioides)

A semente é da planta conhecida como goiaba-de-anta (Bellucia grossularioides), da família Melastomataceae. Pode ser encontrada no Cerrado e na Amazônia e faz parte da alimentação de primatas, cutia, anta, entre outros.

Quem comemorou o achado foi a bióloga e professora do Departamento de Botânica e Ecologia da UFMT, Patrícia Carla de Oliveira, que fez parte da equipe de cientistas que está estudando a flora das reservas particulares de patrimônio natural – RPPN Cristalino, no norte de Mato Grosso.

Flor e fruto goiaba-de-anta Foto-Ana Kelly Koch

Ao todo foram colhidas 43 amostras de sementes e frutos de plantas amazônicas.

A pesquisadora diz que essa é hoje a menor semente que fará parte da coleção do Laboratório de Sementes Nativas da UFMT.

“Boa parte da coleção de sementes até então é formado por sementes de plantas do cerrado e do Pantanal. Com a participação no projeto “Flora das RPPNs Cristalino” teremos oportunidade de enriquecer os estudos sobre o bioma amazônico”

Os estudos de sementes e frutos buscam avaliar as necessidades de cada planta e o que elas suportam em suas mais diversas fases para sobreviverem no ambiente. As pesquisas são indispensáveis em uma região que abriga as maiores naturezas do mundo – maior floresta tropical do planeta, o maior banco genético e a maior bacia hidrográfica.

Coletadas 43 sementes e frutos na RPPN Cristalino

No Laboratório de Sementes Nativas da UFMT são conduzidas pesquisas sobre sementes nativas e plântulas de espécies do Pantanal, Cerrado e Amazônia, abrangendo desde a caracterização das unidades biológicas, identificação de limites de tolerância a condições adversas, previsões acerca da sobrevivência das espécies em diferentes cenários.

“Investigamos o que cada uma das espécies precisa para germinar e quais são seus limites de tolerância da semente às condições ambientais. Em geral é analisado o tipo de solo, encharcamento, regime de chuva, temperatura, iluminação, polinizador e dispersor”, explicou a pesquisadora.

 

Primeira expedição foi realizada em novembro

“Flora das RPPNs Cristalino” é desenvolvido pela Fundação Ecológica Cristalino – FEC em parceria com a UFMT e UNEMAT.

Coordenação de Comunicação da FEC

Texto: Josana Salles

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